
Foto: Cicuta
Tenho os olhos vendados!
As mãos afastadas e atadas!
Os pés afastados e atados!
A saia está arregaçada as meias há mostra!
A blusa amarrotada e meia aberta, deixando ver o soutien
O cabelo em desalinho, uma parte espalhada na almofada e a outra colada na cara, agarrada ao suor do meu rosto
Não há música!
Ouço os teus passos descalços, sinto os teus olhos postos em mim, sinto o cheiro do teu perfume, sinto-te mexer à minha volta mas não sei o que fazes!
Sentas-te na borda da cama, continuas em silêncio.
Alguma coisa tilinta junto ao meu ouvido...
Metes-me o dedo entre pernas, bem fundo e retiras tão bruscamente como o meteste. O tilintar continua bem perto do meu ouvido parecem correntes mas por outro lado não...
Agarras-me pelo cabelo e obrigas-me a sentar!
Amarrada como estou é difícil e até um pouco doloroso.
Grito um aiii...
Pelo modo brusco com que me puxaste o cabelo sei que não gostaste, tu gostas do meu silêncio!
Fico sentada e em desequilibro, pois as pernas estão presas a um ferro o que não me permite fecha-las, sinto a tua mão na virilha e sem cerimónias rasgas-me as cuecas.
Dou um gemido baixo e rouco pois a renda cortou-me a pele!
Tu sentes e baixas-te para me beijar na zona dorida, beijas e chupas e andas com a língua de roda do meu clitóris mas sem lhe tocar...
De imediato esqueço a dor e fico húmida, húmida como só tu me sabes pôr!
De repente desapareces, ouço-te os passos a afastarem-se, o que terás ido fazer?!
A espera parece eterna e embora saiba que não estás por perto não me atrevo a mudar de posição
Voltas, sentas-me melhor na cama mas amarras o meu cabelo com fitas ás correntes que pendem do tecto.
Rasgas-me a blusa e o teu pénis vai-se metendo na minha boca e peito, com a outra mão penetras-me com algo frio, muito frio e grosso!
Paras sempre que me sentes excitada, não sei com o quê me penetras, que me lembre não tenho nada cá em casa que provoque tal sensação...
É desconfortável mas bom ao mesmo tempo, não sei o que é e acho que nem vou querer saber!
Sinto-te descer sempre com a língua a tocar o meu corpo, desces, desces e páras na zona do meu ventre e lambes como se fosses um animal.
Desces até chegares ao meu clitóris e começas por lhe tocar com algo frio, gelado... é gelo! Com as mãos afastas os lábios e metes dois dedos da vagina e penetras-me por detrás enquanto com o gelo e os dedos fazes o resto.
A confusão de sensações é grande, o calor, o frio, o movimento...
Quando me estou quase a vir quero fechar as pernas, tu sabes bem disso, daí o ferro!
Fico doida de tesão por não poder fecha-las!
As pernas tremem-me!
Quero agarrar-te e esgadanhar-te e não posso as mãos também estão presas!
Sinto os teus olhos postos em mim, aposto que sorris!
Quero morder-te e não posso os cabelos amarrados não me permitem grandes movimentos!
Tu sabes disso, meu cabrão, conheces-me tão bem!!
Sabes que não sou de grandes orgasmos mas que estes são os melhores!
Quando me começo a vir, toda eu tremo, a minha cara contorce-se em esgares que talvez não sejam bonitos, mas que são de puro animal em tesão!
Toda eu tremo, as pernas ficam tão hirtas que até fico com caibras, o meu cheiro a Mulher, a sexo invade o ar do quarto e cola-se a ti!
Venho-me uma vez e peço-te por tudo que pares, não é isso eu não quero que pares mas sim que me soltes!
E tu meu animal, fazes de conta que não é nada contigo e continuas até eu ter mais dois, três, quatro orgasmos e estár completamente descontrolada, descontrolada a ponto de te matar!
Descontrolada de fúria e prazer, de ódio e paixão, de te bater e foder!
Soltas-me finalmente e assim que me vejo livre a primeira coisa que faço é mandar-te deitar!
Obedeces, sorridente, com ar de filho da puta!
Ainda por cima tens a lata de sorrires na minha cara!
Ato-te as mão e os pés!
Sento-me em cima de ti e de violador passas a violado!
Fodeste-me!
Agora fodo-te Eu!
Não, meu lindo, não me tocas!
Isso querido, bem enterrado, bem fundo!
Agora espera que vou só acender a vela!
Não, Beleza, não te vou cantar os parabéns....